A Casa.
A Casa do Corno do Bico resulta
do aproveitamento de uma antiga casa de lavoura
do séc. XVIII e de um seu anexo, outrora também
com utilidade funcional de abrigo familiar. A
sua adaptação ao turismo em meio rural, sob a
modalidade de Casa de Campo, pautou-se pela
preservação da sua respectiva traça original,
onde não colidisse com as funções actuais
pretendidas e pela ampliação em L para aumentar
a sua capacidade de alojamento. Mas o elemento
mais marcante da Casa é a existência de uma
árvore centenária, um imponente espécime de
Freixo, que se projecta sobre parte da Casa. Os
espaços aqui existentes receberam as zonas
sociais e de recepção, uma suite e dois quartos
e a ampliação executada duas suites e um quarto.
O anexo acima indicado recebeu uma suite. Todos
os quartos comportam e incluem WC privativo e as
suites pequenas salas de estar. Dispõem de um
anexo/espaço para equipamento e lavandaria, de
uma piscina, mesa de bilhar e equipamento
infantil.
O local
A Casa situa-se no lugar da
Lameira, freguesia Bico, concelho de Paredes de
Coura, onde o verde da sua paisagem é ainda e
sempre mais verde. A Casa deve o seu nome à
elevação do Corno do Bico, com 833m de altitude,
que integra a Área de Paisagem Protegida do
Corno de Bico.
A beleza paisagística desta área
é um resultado conjugado entre a natureza e a
cultura aqui existente que a desenhou
naturalmente e sempre associada ao génio criador
dos seus habitantes na conquista de terras à
serra, que se traduz hoje no reticulado dos
campos aráveis, emolduradas por sebes
confinantes, projectando-se numa grande manta de
retalhos encimada por pequenos outeiros com
casas plantadas, ciprestes e castanheiros.
A natureza e o homem animam e dão
sentido material em cada estação do ano, cada
uma com o seu próprio encanto.: a primavera
vestida de verde florido e perfumado eleva a
frescura do ar e das águas, o doirado dos campos
no Verão, o matizado verde amarelado avermelhado
outonal e o cinzento rosado dos carvalhos
despidos no Inverno, quando não se cobre de um
manto branco de neve, que também se arraia com
frequência.
Área de Paisagem Protegida de
Corno de Bico,
integrada na rede natura 2000, com 2175 há, com
manchas de Quercus robur L (carvalho-alvarinho)
e uma diversidade de espécies arbustivas de
valor florístico e botânico, e uma fauna
selvagem onde se encontram mencionados: o lobo,
o corço, a águia real, a coruja do mato, o
picanço-de-dorso-vermelho, o
tritão-de-ventre-laranja, a lontra, a víbora de
seoane, entre muitos outros. Pela área
serpenteiam linhas de água: de labrujó, do Vez e
de Coura. A sua geomorfologia com os seus
cabeços a altitudes elevadas (entre 735 e 888m),
proporcionando vistas deslumbrantes sobres os
vales e outeiros.
A área integra ainda património
cultural constituído por dolmens, mamoas,
castros e, segundo José Augusto Vieira em “O
Minho Pitoresco”, tem sido encontrado
vestígios de civilizações antigas e de uma
cidade cujo nome se desconhece.
A região
Paredes de Coura foi, em tempos
idos, o Celeiro do Minho, para o que contribuiu
a também a freguesia de Bico com suas férteis
terras de águas abundantes. Em bico tem o rio
Coura a sua principal nascente no Regueiro das
Cebolas.